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Exames e Serviços

Confira abaixo os exames realizados pelo Instituto de Biomedicina do ABC

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Utilidade


A maior parte do etanol é metabolizada no fígado, principalmente por ação da enzima álcool-desidrogenase. Quando há consumo crônico de álcool, ocorre indução enzimática, sendo as taxas de metabolismo mais altas. A farmacocinética do álcool é complexa e depende também de outros fatores genéticos e ambientais, como a quantidade e o tipo de bebida ingerida, a presença de alimentos no estômago, o fluxo sanguíneo hepático, idade e sexo, além da atividade enzimática. Esses fatores podem ser responsáveis pelas diferenças observadas na eliminação do etanol que, em geral, varia de 10 a 25 mg/dL/hora. A excreção do etanol inalterado através do suor, respiração e urina, corresponde a 2 a 5% do total. Deve-se ressaltar que o etanol é rapidamente eliminado do organismo, sendo a detecção de sua presença no sangue, urina ou ar expirado útil apenas para a investigação do consumo recente de álcool, ou seja, nas poucas horas que antecedem a coleta. O tempo de detecção do etanol na urina é de 6 a 12 horas. É importante ressaltar que para investigação de consumo prévio de álcool, a dosagem em sangue total, soro ou plasma é considerada a referência para avaliar as concentrações de etanol. A dosagem na urina é uma alternativa adotada pela maior praticidade, mas os valores não podem ser diretamente relacionados aos níveis sanguíneos. Como a urina é armazenada na bexiga antes de ser eliminada, a concentração de etanol pode ser subestimada ou superestimada. A concentração dosada estará abaixo do esperado quando a urina produzida após o consumo de álcool for diluída pela urina previamente formada e isenta de etanol na bexiga. Por outro lado, quando o indivíduo já atingiu a fase pós-absortiva e não houve esvaziamento completo da bexiga, a urina recém-formada pode contaminar-se com a urina já presente na mesma, que contém maior concentração de etanol, sendo o resultado da dosagem urinária alterada mesmo com a concentração sanguínea já normalizada.
Embora a maior fonte de exposição ao etanol seja a ingestão de bebidas alcoólicas, outras fontes não devem ser ignoradas. O etanol é muito usado como solvente, reagente e produto intermediário na indústria. Neste cenário, ele pode ser utilizado como anticongelante, combustível, solvente de tintas e na fabricação de plásticos e borracha sintética. Uma importante via de exposição ocupacional é a inalatória. O etanol também é utilizado como componente de produtos domésticos e de uso pessoal. Adicionalmente, há um nível naturalmente presente no organismo devido ao metabolismo da flora intestinal e microrganismos eventualmente presentes na urina também são capazes de produzir etanol pela conversão metabólica da glicose ou de outros substratos endógenos. Na fase pré-analítica, também é importante estar atento à possibilidade de interferentes e recomenda-se que a assepsia não seja realizada com produtos que contenham álcool etílico.

 

Material


Plasma Fluoretado

 

Instruções


- Jejum não obrigatório.
- Para casos em que a dosagem se destina à pesquisa de suspeita de ingestão de bebida alcoólica , a coleta deve ser realizada o mais próxima possível do momento do consumo. Não há um prazo ideal a ser definido para que a coleta seja realizada, haja vista que os níveis de etanol variam em função de vários fatores, tais como o volume e o tipo de bebida ingerida, a frequência de consumo, presença de alimentos no trato gastrointestinal, além de fatores individuais.
- Obrigatório preencher questionário de coleta assistida em meio físico.

Finalidade


A alfa2-macroglobulina é uma glicoproteína cuja síntese ocorre no fígado e no sistema reticuloendotelial. É um inibidor das proteases plasmina, pepsina, tripsina e quimotripsina. Não é uma proteína reagente de fase aguda. As concentrações séricas de alfa2-macroglobulina estão elevadas em algumas doenças do fígado, como cirrose, hepatite, diabetes mellitus e síndrome nefrótica. Não há déficits hereditários desta proteína, com concentrações diminuídas de alfa2-macroglobulina secundária a uma ativação da atividade da protease sérica.

 

Material


Sangue

 

Instruções


- Jejum não obrigatório.



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Utilidade

 

Dosagem de ACIDO FENIL PIRUVICO

Material


Urina

 

Instruções


- Colher preferencialmente no laboratório a 1ª urina da manhã ou com intervalo de 4 horas entre as micções.
- Fazer higiene da genitália com água e sabão, secar, desprezar o 1º jato de urina e coletar o jato do meio.
- Utilizar frasco limpo e próprio para coleta de urina.

 

Finalidade


A alfa-1-antitripsina é uma glicoproteína de fase aguda, sintetizada pelo fígado e resistente à degradação por enzimas digestivas, razão pela qual serve como um bom marcador para perda proteica intestinal. Eleva-se nos quadros de lesão e inflamação de mucosa, tanto do intestino delgado como do grosso, servindo como marcador de atividade de doenças como retocolite ulcerativa, doença celíaca e doença de Crohn. Outras afecções em que há grande perda proteica, como linfangiectasia intestinal, também apresentam aumento da alfa-1-antitripsina fecal.


Material


Fezes


Instruções

  • Antes de coletar as fezes, se necessário, urinar no vaso sanitário para evitar a contaminação do material. Em casos de crianças o coletor pode ser utilizado. 
  • A amostra não pode ser contaminada com urina, nem colhida do vaso sanitário.
  • Evitar o uso de antiácidos, laxantes, supositório e contraste oral (utilizado em exames radiológicos) no mínimo 3 dias antes da coleta das fezes ou conforme orientação médica. Retirar frações de fezes em diferentes partes do bolo fecal (início, meio e fim), de modo que complete pelo menos meio frasco. 
  • Se necessário uso de laxativos, pode ser utilizado TAMARINE.
  • Jejum não obrigatório.


 

 



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Utilidade:

ALFA-GALACTOSIDASE - DOENÇA DE FABRY (SGPF)

Amostra:

-Sangue em papel filtro 

Instruções:

- Exame coletado somente na central.

- Jejum não obrigatório.

Utilidade


O etilbenzeno é um intermediário químico de alto valor comercial, utilizado extensivamente nas indústrias química, petroquímica e farmacêutica, em diferentes aplicações, tais como solvente na fabricação de tintas e vernizes e como precursor de diversos outros produtos.
O estireno possui ação irritante de pele e mucosa, apresenta neurotoxicidade central e periférica, além de ser hepatotóxico e carcinogênico.
O Ácido Mandélico é o principal metabólito do estireno e também do etil benzeno. A relação Ácido Mandélico/Ácido Fenilglioxílico varia com a concentração ambiental, sendo maior em concentrações mais elevadas de Estireno. A determinação dos Ácidos Mandélico e Fenilglioxílico é realizada para a monitorização biológica de trabalhadores expostos a estireno. Níveis elevados destes metabólitos na urina indicam exposição ocupacional excessiva ao composto.

 

Material


Urina Isolada

 

Instruções


- Colher urina após retenção urinária mínima de 4 horas. Lavar as mãos, fazer higiene da genitália com água e sabão, secar, desprezar o 1º jato de urina e coletar o jato médio em frasco próprio.
- Colher urina ao final do último dia da jornada de trabalho da semana. Evitar a primeira jornada de trabalho da semana.

Finalidade

A Alfa-fetoproteína é uma importante glicoproteína do plasma fetal encontrada na região alfa-1 na eletroforese. Níveis muito baixos são normais em adultos (não grávidas). Esta aumentada no carcinoma hepatocelular, carcinoma embrionário, teratocarcinoma, coriocarcinoma e monitora a terapia antineoplásica. Alfa-fetoproteína elevada no soro materno, colhido entre 16 e 18 semanas detectam defeitos do tubo neural (ex.: Espinha bífida) em um grande numero de acometidos, mas não em todos os casos. Com algumas anormalidades cromossômicas (Síndrome de Down [trissomia 21] e Síndrome de Edwards [trissomia 18]) e, relativamente, baixo no soro materno. Uma das causas mais comuns para um resultado anormal é a não correção, do valor encontrado, pela idade gestacional. Assim, a confirmação da idade gestacional pelo ultrassom é desejável. A Alfa-fetoproteína não é tão sensível para a detecção de bífida no terceiro trimestre. A Alfa-fetoproteína no líquido amniótico e realizado após o rastreio materno positivo, mas pode ser realizada quando há história materna ou familiar e positiva para defeito no tubo neural. A predição do defeito do tubo neural pode ser aferida mais precisamente com a dosagem da Alfa-fetoproteína no liquido amniótico do que no soro.

Material


Sangue

 

Instruções


- Jejum não obrigatório. 

- Informar se está grávida e quantas semanas.





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Utilidade


Investigação ginecológica.
Diagnóstico de vaginose bacteriana.
- Pesquisa de fungo em secreção vaginal ou uretral (Candidíase).
- Pesquisa de Neisseria gonorrhoeae vaginal e uretral.
- Pesquisa de Gardnerella vaginalis e/ou Mobiluncus (secreção vaginal).
 

 

Material


Secreções

 

Instruções


- Para pacientes adultas não virgens será utilizado espéculo. Com auxílio de uma gaze será retirado a secreção externa.
- Não estar menstruada. Pacientes com uso de óvulos ou cremes vaginais, realizar coleta após 48 horas do término do tratamento.
- Paciente não deve submeter-se a exame ultrassonográfico transvaginal 24 horas antes da coleta.
- Não manter relações sexuais nas 24 horas anteriores a coleta.
- Tomar banho normalmente pela manhã, sem uso de ducha interna.
- Para paciente adultas virgens não será utilizado espéculo.
- Para crianças não será utilizado espéculo. Paciente deve comparecer ao laboratório pela manhã sem tomar banho, de preferência sem urinar. Se não for possível, somente tocar de leve a área genital com papel higiênico para retirar o excesso de urina.
- Para paciente do sexo masculino o mesmo não deve urinar por no mínimo 2 horas antes da coleta.

- Coletado somente na central mediante agendamento prévio.

Utilidade:

A alfa talassemia é o resultado da redução da produção de cadeias de globina alfa, comumente ocasionada por deleção de 1, 2, 3 ou 4 genes da globina no cromossomo 16p13.3; podendo também ser gerada por pequenas mutações pontuais. O fenótipo varia de hipocromia microcítica, anemia hemolítica a hidropsia fetal, conforme a quantidade de genes deletados. A alfa talassemia a3.7 é a forma mais comum mundialmente, seguida de a4.2, a-MED, a20.5, a-SEA.

O alto grau de miscigenação entre índios nativos, africanos e europeus na formação da população brasileira produziu elevadas frequências de hemoglobinopatias no país. A alfa talassemia, principalmente a3.7, é a alteração de Hb mais comum na população brasileira, atingindo 20 a 25% na população negra. Em indivíduos com microcitose e hipocromia, a frequência é de cerca de 50%, conforme estudos brasileiros.

O teste molecular visa identificar a forma de deleção gênica presente nos genes da globina, principalmente em pacientes com microcitose e hipocromia com ausência de anemia, bem como na função de teste preditivo e aconselhamento familiar.

Material:

Sangue

Instruções:

- É obrigatória a apresentação do pedido médico

 -Jejum não necessário.

Finalidade


Teste útil para diagnostico e monitorização do tratamento da Doença Celíaca (DC) e da Dermatite Herpetiforme. Na DC, a ingestão de gluten leva à produção de anticorpos IgG e IgA anti-gliadina e anticorpos anti-endomísio.Resultado negativo não afasta completamente DC. Apresentam sensibilidade e especificidade inferior ao anti- endomísio. A detecção de anti-gliadina IgG é importante, pois 10% dos pacientes portadores de DC tem deficiência congênita de IgA. Anti- gliadina IgA esta presente em 75 a 90% dos casos de DC.Anti-gliadina IgG esta presente em 69 a 85% dos pacientes com DC e 29% de indivíduos sem a doença. A dosagem de anti-gliadina IgM não agrega poder diagnóstico. Redução dos títulos
de gliadina ocorrem em meses após o início da restrição dietética. O padrão ouro para diagnostico de DC e a biópsia intestinal.

 

Material


Sangue

 

Instruções


Jejum obrigatório de 8 horas.




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Finalidade


Teste útil para diagnostico e monitorização do tratamento da Doença Celíaca (DC) e da Dermatite Herpetiforme. Na DC, a ingestão de gluten
leva à produção de anticorpos IgG e IgA anti-gliadina e anticorpos anti-endomísio.Resultado negativo não afasta completamente DC. Apresentam sensibilidade e especificidade inferior ao anti-endomísio. A detecção de anti-gliadina IgG e importante, pois 10% dos pacientes portadores de DC tem deficiência congênita de IgA. Anti-gliadina IgA esta presente em 75 a 90% dos casos de DC. Anti-gliadina IgG esta presente em 69 a 85% dos pacientes com DC e 29% de indivíduos sem a doença. A dosagem de anti-gliadina IgM não agrega poder diagnóstico. Redução dos títulos de gliadina ocorrem em meses após o inicio da restrição dietética. O padrão ouro para diagnostico de DC e a biópsia intestinal.

 

Material


Sangue

 

Instruções


Jejum obrigatório de 8 horas.




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Utilidade


O anticoagulante lúpico (ALUPI) são imunoglobulinas da classe de IGG e IGM e estão associados a doenças tromboembólicas, tais como tromboses venosas profundas, tromboses arteriais, abortos espontâneos de repetição, acidentes vasculares cerebrais e plaquetopenia. A detecção laboratorial de ALUPI não deve ser baseada em um único teste. Deve-se realizar uma combinação de testes de screening com ensaios para excluir deficiências de fator de coagulação ou a presença de um inibidor de fator, os quais podem dar origem a resultados falso-positivos para ALUPI. Ou seja, a detecção deve ser realizada em etapas: screening para identificação da alteração; exclusão de déficit de fator, confirmando assim a presença de um inibidor e a caracterização do tipo de inibidor.

 

Material


Plasma (Citrato)

 

Instruções


- Jejum aconselhável de 4 horas.

Finalidade

 Teste útil para diagnostico e monitorização do tratamento da Doença Celíaca (DC) e da Dermatite Herpetiforme. Na DC, a ingestão de gluten leva à produção de anticorpos IgG e IgA anti-gliadina e anticorpos anti-endomísio.Resultado negativo não afasta completamente DC.  Apresentam sensibilidade e especificidade inferior ao anti- endomísio.  A detecção de anti-gliadina IgG é importante, pois 10% dos pacientes portadores de DC tem deficiência congênita de IgA. Anti- gliadina IgA esta presente em 75 a 90% dos casos de DC.   Anti-gliadina IgG esta presente em 69 a 85% dos pacientes com DC e 29% de indivíduos sem a doença.  A dosagem de anti-gliadina IgM não agrega poder diagnóstico. Redução dos títulos de gliadina ocorrem em meses após o início da restrição dietética.  O padrão ouro para diagnostico de DC e a biópsia intestinal.

 

Material


Sangue

 

Instruções


Jejum não obrigatório.




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Utilidade

As espécies de Aspergillus continuam sendo uma importante causa de infecção com risco de vida em pacientes imunocomprometidos.
Esta população de risco é composta por pacientes com neutropenia prolongada, transplante alogênico de células-tronco hematopoiéticas, transplante de órgãos sólidos, imunodeficiências hereditárias ou adquiridas, uso de corticosteróides e outros.
As infecções têm início nos pulmões após a inalação de conídios infecciosos de Aspergillus presentes no meio ambiente.
As formas invasivas constituem a maioria das infecções graves. Infecções virais, como a COVID-19, em pacientes com insuficiência respiratória em UTIs também podem facilitar a colonização e doença invasiva pelo Aspergillus.
A galactomanana é um polissacarídeo que é um dos principais constituintes das paredes celulares de Aspergillus.
O teste de antígeno galactomanana é um ensaio imunoenzimático que pode ser realizado em amostras de soro e lavado broncoalveolar (LBA).
Quando utilizado em conjunto com outros procedimentos de diagnóstico, tais como culturas microbiológicas, exames histológicos de amostras de biopsia e evidências radiológicas, pode auxiliar no diagnóstico de aspergilose invasiva.
O uso de estratégias orientadas por biomarcadores, como o antígeno galactomanana, permite um uso menos empírico de terapia antifúngica para febre. Podem ainda ser úteis para orientar terapia preventiva em pacientes transplantados, uma vez que em alguns pacientes, o antígeno galactomanana pode ser detectado no soro antes da presença de sinais ou sintomas clínicos de aspergilose invasiva.
A sensibilidade da detecção de galactomanano no soro é diminuída pela administração concomitante de terapia antifúngica.
Deve considerar-se a repetição do teste em amostras adicionais sempre que existir suspeita clínica da presença de aspergilose invasiva.
A utilização deste teste de antígeno galactomanana com plasma ou amostras de urina ou líquido cefalorraquidiano (LCR) não foi avaliada, nem seu desempenho em amostras neonatais.
Antigenemia positiva não acompanhados por sinais clínicos em crianças pequenas deve ser interpretada com prudência pois a galactofuranose foi demonstrada em vários produtos à base de cereais e sobremesas com natas e leites artificiais contêm frequentemente concentrações elevadas de galactomanano.
Referências: Patterson TF e col. Practice Guidelines for the Diagnosis and Management of Aspergillosis: 2016 Update by the Infectious Diseases Society of America. Clin Infect Dis. 2016 Aug 15;63(4):e1-e60. doi: 10.1093/cid/ciw326. Epub 2016 Jun 29. PMID: 27365388; PMCID: PMC4967602.
Husain S e col. Performance characteristics of the platelia Aspergillus enzyme immunoassay for detection of Aspergillus galactomannan antigen in bronchoalveolar lavage fluid. Clin Vaccine Immunol. 2008 Dec;15(12):1760-3. doi: 10.1128/CVI.00226-08. Epub 2008 Oct 8. PMID: 18845830; PMCID: PMC2593174.
Musher B e col. Aspergillus galactomannan enzyme immunoassay and quantitative PCR for diagnosis of invasive aspergillosis with bronchoalveolar lavage fluid. J Clin Microbiol. 2004 Dec;42(12):5517-22. doi: 10.1128/JCM.42.12.5517-5522.2004. PMID: 15583275; PMCID: PMC535238.

Material


Soro

 

Instruções


- Jejum não obrigatório.

Finalidade

A Alfa-1-glicoproteína Ácida (AAGP) é sintetizada nos hepatócitos, sendo a principal constituinte da mucoproteína de Winzler. É uma proteína de fase aguda, não específica, surgindo 12 horas após a injúria e permanecendo por 3 a 5 dias. Níveis elevados ocorrem em processos inflamatórios, gravidez, neoplasias e terapia com corticoides. Níveis diminuídos ocorrem na síndrome nefrótica, terapia com estrógenos e enteropatia perdedora de proteínas. A dosagem de AAGP substitui com vantagens a dosagem de mucoproteína por ser mais específica e apresentar maior reprodutibilidade.

 

Material


Sangue

 

Instruções


Jejum não obrigatório




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Finalidade 

São anticorpos contra o antígeno do core viral. O anti-HBc IgM surge ao mesmo tempo que as alterações das transaminases na infecção aguda (1 a 2 semanas após o HBsAg) e rapidamente alcança títulos elevados. Encontra-se positivo na infecção aguda e durante a exacerbação da doença crônica ativa. Juntamente com o HBV DNA, podem ser os únicos marcadores de infecção neonatal ou quando quantidades pequenas de HBsAg são produzidas (hepatite fulminante). Nos 4 a 6 meses subsequente, Anti-HBc IgM predomina com queda moderada e aumento dos títulos de anti-HBc IgG. Em infecções auto-limitadas, o anti-HBc IgM se torna indetectável em poucos meses, embora títulos baixos possam ser encontrados por até dois anos. Em infecções crônicas de baixo grau, anti-HBc IgM também é indetectável ou com títulos baixos, mas usualmente apresenta picos quando a replicação viral se exacerba. Pode ser o único marcador da hepatite na janela entre o desaparecimento do HBsAg e surgimento do Anti-HBs. Todo o anti-HBc do tipo IgG persiste por toda a vida em > 90% dos pacientes. Assim sua presença indica infecção atual ou prévia pelo HBV. Este anticorpo não confere imunidade. Pacientes positivos para Anti-HBc IgG mas negativos para HBsAg e Anti-HBs podem ocorrer nas seguinte situações: a) falso-positivo (doenças auto-imunes, hipergamaglobulinemia, mononucleose); b) anticorpos adquiridos passivamente; c) infecção recente em periodo de janela imunológica (HBsAg já depurado e anti-HBs ainda negativo); d) infecção crônica, com níveis de HBsAg baixos; e) infecção prévia pelo HBV com anti-HBs indetectável.

 

Material


Sangue

 

Instruções


Jejum não obrigatório.




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Utilidade


O Anti-HBe surge na recuperação da infecção aguda, após o antígeno HBeAg não mais ser detectado. Pode ser detectado por muitos anos após a recuperação da infecção pelo HBV. Em um portador do HBV, um resultado positivo de Anti-HBe usualmente indica inatividade do vírus e baixa infecciosidade. Em pacientes infectados com variantes do HBV (mutantes HBeAg negativos) a associação entre replicação e expressão do HBeAg é desfeita, podendo ocorrer replicação na presença de Anti- HBe.

 

Material


Soro

 

Instruções


- Jejum não obrigatório.

Finalidade

 

O Tolueno é um hidrocarboneto aromático com origem e produção nas indústrias petroquímica e siderúrgica. É um solvente com inúmeras aplicações na indústria, sendo constituinte importante na produção de resinas, tintas, thinner, colas, carvão, solvente para óleos, borracha natural e sintética. O Tolueno está presente na gasolina e é lançado no meio ambiente como contaminante. Além disso, é o mais importante constituinte dos vapores de solventes inalantes utilizados por usuários de drogas de abuso. No setor químico, o Tolueno é matéria prima para a síntese orgânica de fármacos, vinil tolueno, tolueno diisocianato, trinitrotolueno, antioxidantes, cloreto de benzoato, sacarina, cloramina T, entre outros. Sua principal ação tóxica ocorre no Sistema Nervoso Central, sendo bem conhecida sua neurotoxicidade. Em exposições crônicas, induz, ainda, hepatotoxicidade e nefrotoxicidade. O Ácido Hipúrico é o principal metabólito urinário do Tolueno, mas também está normalmente presente na urina de indivíduos não ocupacionalmente expostos, já que o ácido benzoico utilizado em muitos alimentos como conservante também é biotransformado em Ácido Hipúrico. Sua concentração na urina coletada ao final da jornada de trabalho se correlaciona com a exposição média a Tolueno no dia, quando avaliada em grupos de trabalhadores, tendo sido proposto como indicador biológico para avaliação ocupacional até a última atualização da NR-7. Nesta, passaram a ser recomendados indicadores mais específicos para avaliação da exposição ao Tolueno: Tolueno no sangue, Tolueno na urina ou Orto-cresol na urina.

 

Material

 

Urina


Instruções

  • Se a amostra for pós jornada de trabalho, colher ao final do último dia de trabalho da semana.
  • Evitar colher após a primeira jornada (dia) de trabalho da semana.
  • Como a maior parte do metabólito é excretada nas 4 horas seguintes ao final da jornada de trabalho, recomenda-se, quando possível, a coleta da urina durante este período de 4 horas pós-exposição. 
  • Evitar fatores interferentes (dieta ou medicamentos conforme orientação médica) 1 dia antes da coleta: frutas (ameixa, pêssego), grãos verdes de café, alimentos e bebidas conservados com benzoatos (refrigerantes, margarinas, mostarda, ketchup, alguns tipos de pães, alguns tipos de sucos de frutas industrializadas), consumo de álcool, antidepressivos IMAO (exemplo: isocarboxazida), femprobamato, dietilpropriona.
  • O material deve ser colhido preferencialmente no laboratório. 
  • Lavar as mãos com água e sabão. 
  • Fazer higiene da genitália com água e sabão, secar, desprezar o 1º jato de urina, coletar o jato médio em frasco próprio.


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Utilidade:

O ácido homogentísico é um intermediário no metabolismo da tirosina.
Na alcaptonúria há acúmulo deste nos fluidos e tecidos corporais devido a ausência congênita da enzima ácido homogentísico oxidase. O acúmulo do ácido resulta em urina escura e alcalina desde o nascimento, sendo que a ocronose e artrite manifestam-se na vida adulta.

Material:

Urina

Instruções:

- Evitar o contato da urina com o ar, após a coleta fechar o frasco rapidamente. Vedar bem o frasco.

- Altas concentrações de acetona e creatinina podem interferir no resultado.

- Uso de medicamentos como aspirina, L-dopa e ácido ascórbico podem interferir no resultado. A suspensão ou não deve ser decidida pelo médico assistente.

Finalidade 

A 17-OH-Progesterona é um esteróide produzido pelas gônadas e pelas supra-renais, sendo precursor da síntese do cortisol. É o principal marcador da deficiência da 21-hidroxilase, causa da forma mais comum de hiperplasia congênita da supra-renal. Ao nascimento, os valores encontram-se elevados, normalizando-se rapidamente na primeira semana de vida. Tem-se valorizado muito a dosagem da 17-OH-Progesterona (17OHP) na avaliação de certas formas de hirsutismo, causadas pela hiperplasia da supra-renal de inicio tardio. A 17OHP encontra-se elevada também na deficiência da 11-beta-hidroxilase, porém em menor intensidade.

 

Material


Sangue

 

Instruções


- Jejum obrigatório de 8 horas ou a critério médico. 




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Utilidade


O ácido homovanílico (ACHOM) é o principal metabólito da dopamina. Sua excreção encontra-se aumentada nos casos em que a dopamina é fabricada em excesso, como nos tumores produtores de catecolaminas (neuroblastomas, ganglioneuroblastomas e feocromocitomas) e distúrbios esquizóides do comportamento. Em todos os casos, a liberação de dopamina e o conseqüente aumento de excreção de HVA podem ser intermitentes. De modo geral, os neuroblastomas são diagnosticados em crianças e alguns casos com diagnóstico precoce podem ser tratáveis. Estas patologias, assim como os feocrocitomas, são associadas à liberação de catecolaminas, em especial a epinefrina e seus precursores. O diagnóstico destas patologias é bem mais realizado utilizando-se diferentes marcadores como ACHOM, ácido vanil mandélico (ACVAM) e catecolaminas urinárias, uma vez que em alguns casos é possível o encontro de apenas um destes marcadores alterado.

 

Material

Urina de 24 horas (Protegida da luz)

 

Instruções


- Coletar urina de 24 horas em frasco desprezar a primeira miccção da manhã, anotar o horário de início, a partir da próxima miccção, armazenar em frasco apropriado toda a urina até o mesmo horário em que foi desprezada a primeira urina, no dia seguinte, este será o horário do término da coleta.

- A amostra deverá ser armazenada tampada, refrigerada e protegida da luz durante todo o intervalo da coleta.

- O frasco âmbar deve ser retirado no laboratório.


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Finalidade

 

Estes anticorpos são direcionadas para a enzima histidil-T-RNA sintetase e estão presentes em mais de 30% dos pacientes com Polimiosite. E raro em pacientes com Dermatomiosite (aproximadamente 10%) e em outras doenças reumáticas. Existem evidências de que os títulos de anti-Jo-1 podem variar de acordo com a atividade da miosite e que sua quantificação pode ser útil no seguimento destes pacientes. É considerado o anticorpo marcador de mau prognostico da polimiosite e esta associado a Alveolite Fibrosante e Síndrome de Sjogren.

 

Material


Sangue

 

Instruções


- Jejum obrigatório de 8 horas.
- Intervalo entre mamadas para lactentes.




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Finalidade

O vírus da Chikungunya(CHKV) é um vírus  RNA do gênero Alphavírus, família togaviridae, transmitido aos humanos através da picada de mosquitos do gênero Aedes. A maioria dos pacientes apresentam quadros sintomáticos que podem ser divididos em formas aguda, subaguda e crônica dependendo da duração dos sintomas. Quadro clínico inicial pode ser indistinguível de outras arboviroses, entretanto, na CHKV habitualmente o comprometimento articular, incluindo edema articular e artralgia, é mais proeminente. Na primeira semana após o início dos sintomas o teste recomendado é a detecção do RNA viral por PCR. Os anticorpos começam a ser detectados à partir do final da primeira semana de sintomas e devem ser realizados após o sétimo dia de doença. Nos casos com alta suspeição clínica e testes sorológicos iniciais não reagente, recomenda-se a recoleta dos exames após um período de 15 dias. Aumento de 4 vezes nos títulos de IgG são indicativos de doença aguda. Reações cruzadas podem ocorrer com outras arboviroses, especialmente se causadas por outros alphavirus como Mayaro podem ocorrer. Os testes laboratoriais devem ser analisados, interpretados e correlacionados com os dados clínicos e epidemiológicos. 

Material


Sangue 

 

Instruções


- Jejum não obrigatório.



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Finalidade

 

A albumina é a proteína mais abundante do plasma, representando cerca de dois terços das proteínas totais. Sintetizada pelas células do parênquima hepático, tem meia vida de 15 a 19 dias, sendo a hipoalbuminemia achado frequente nas doenças crônicas do fígado. Em processos inflamatórios agudos, sua concentração sérica também está reduzida, sendo considerada uma proteína de fase aguda negativa. Também são causas de diminuição da síntese de albumina: desnutrição proteica, má-absorção intestinal e neoplasias. Hipoalbuminemia por aumento da perda ocorre em nefropatias (síndrome nefrótica), enteropatias, queimaduras e doenças dermato-exsudativas. Aumento da volemia (hiperidratação), aumento do catabolismo (pós-operatório, traumatismos), etilismo e uso de fármacos hepatotóxicos também são causas de hipoalbuminemia. Níveis elevados podem ser decorrentes de desidratação ou iatrogenia (reposição endovenosa excessiva).

 

Material


Sangue

 

Instruções

 

- Jejum não obrigatório.
- A coleta deve ser realizada no período da manhã, até as 11:30 horas.


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